Rodrigo Almeida é um Designer de Comunicação de Lisboa, Portugal.
Especializado na intersecção entre o rigor editorial e a expressividade manual. Desenvolve sistemas visuais e identidades que equilibram a precisão técnica com texturas orgânicas, assegurando coerência entre suportes impressos e digitais. Do conceito à produção, foca-se em transformar narrativas em comunicação visual tangível e que rompam o convencional.


Contacto






01.O Gato
2025
Direção de Arte
Identidade Visual
Redes Sociais
Print
Merchandise

O Gato é uma identidade de marca para uma tasca/restaurante casual português, dirigida a um público jovem, indie e alternativo. Combinando um lettering de caligrafia com um gato ilustrado a usar óculos de sol, cria-se um sistema de logótipo flexível que funciona em todos os objetos da marca. A paleta de cores, composta por um azul elétrico e verde néon, garante um forte impacto visual, enquanto a tipografia equilibra com estrutura para o texto corrido, a caligrafia personalizada, inspirada em graffiti, dá destaque a títulos entre outros elementos. A mascote funciona como uma assinatura visual recorrente, surgindo em menus, cartões de visita, cartazes, produtos e conteúdos para redes sociais, unificando a identidade com personalidade e coerência.
02.Panorama do Congo (MUNHAC)
2024
Editorial
Folha de Sala (Tríptico A4)

A folha de sala da exposição “ Panorama do Congo. Desenrolar o passado com a realidade virtual“  do Museu Nacional da História Natural e da Ciência responde ao desafio de condensar a complexidade de uma exposição multimédia num suporte físico compacto e funcional. Aposta-se numa arquitetura de informação rigorosa, onde o layout e a gestão tipográfica dominam a hierarquia visual. As dobras do formato tríptico são utilizadas estruturalmente para organizar a narrativa, criando uma transição clara entre documentação colonial de 1913 e intervenções artísticas contemporâneas. O resultado é uma peça de comunicação que alia síntese gráfica a uma execução técnica precisa.

Projeto realizado em colaboração com Daniela Marques.

03.O Abrigo
2024
Instalação Artística, Comunicação
Prints A3
Cartazes (50x70cm)
MUPI

“O Abrigo” é uma instalação pública que aborda a crise da habitação de Lisboa, através da problemática dos sem-abrigo. Criada para o projeto "O Teatro Está na Rua" do Museu Nacional do Teatro e da Dança, tem como elemento central uma tenda, que simboliza o abrigo máximo para as pessoas sem-abrigo. Está preenchida com 250 prints A3. Estas prints desconstroem artigos de jornais portugueses sobre a crise da habitação, sobrepondo palavras a vermelho como "conforto", "segurança" e "dignidade" para destacar necessidades físicas e emocionais ausentes da vida dos sem-abrigo. Com isto, pretende-se provocar a reflexão de como os jornais servem as pessoas sem-abrigo como ferramentas de sobrevivência e não como fontes de informação.

Os materiais de apoio ao projeto incluem cartazes de rua (50x70cm e MUPI) com frases provocadoras como "Desculpe estar no seu caminho" impressas a vermelho sobre fundos de jornal desconstruídos.

Projeto realizado em colaboração com Tomás Metello.

04.A Love Letter to City Pop
2025
Direção de Arte, Editorial, Artwork
Publicação
CD Jewel Case

“A Love Letter to City Pop” (Uma carta de amor ao City Pop) é um projeto educativo que tem como objetivo introduzir o género musical City Pop a um público com pouco ou nenhum contacto prévio com o estilo. Através de um livro em formato A5 e de um CD complementar, o projeto percorre a história, o auge e o ressurgimento do City Pop, explorando a sua origem e o seu impacto cultural no Japão (o país de origem do género) e no resto do mundo. A publicação contextualiza também o período da bolha económica japonesa e o seu colapso na década de 1990, conhecida como a “década perdida”. O CD proporciona uma experiência auditiva imersiva, reforçando a nostalgia e o otimismo do género. Além disso, o facto de a compilação ser apresentada em CD é uma forma provocadora de escutar esta música, uma vez que a crescente popularidade do formato nos anos 90 coincide com o declínio do género, e o seu ressurgimento ocorreu apenas depois do CD se ter tornado obsoleto. Assim, o projeto convida o ouvinte a refletir sobre a formas como a tecnologia que utilizamos influência a música que ouvimos.